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As pessoas mudam por Rodolfo Andrade.



Volto no tempo. Desço a linha do tempo alguns longos anos atrás. Comparo. E vejo o quanto eu mudei. Mas, tipo, não estou falando fisicamente. Estou falando do resto. Mudei. Muito. Totalmente. Quando puxo na memória a pessoa que eu era e quem eu sou hoje, chega a assustar. Uma pergunta me vem à mente: como uma pessoa muda tanto com o passar do tempo? Difícil responder, mas fácil ao mesmo tempo. Não entendeu? Eu vou explicar...

O TEMPO...
Sim, o tempo. Ele passa para todos, certo? Consequentemente, ele nos leva e traz coisas boas e coisas ruins. Com isso, obtemos um negócio chamado de 'aprendizado'. Experiência. E assim vamos mudando. Em certas ocasiões apenas nos adaptamos, em outras mudamos mesmo. Das músicas que escutava há alguns anos, talvez hoje você só escute algumas poucas e ache as outras chatas ou ultrapassadas. Da mesma forma uma roupa, um sapato, uma tatuagem... um modo de ser.

Este último é tão importante que quero falar um pouco sobre ele. Afinal, quem aí é exatamente a mesma pessoa que era no passado? Eu já sabia que ninguém responderia "eu". Continuando... vou dar o exemplo clássico dos relacionamentos: o cara chega na garota e tenta de todas as formas galanteadoras possíveis conquistá-la. Usa de romantismo, de presentes, até de uma pegada mais forte que até funciona de momento. Mas ela está magoada. Na verdade, ela está traumatizada com o que aconteceu no passado, pois ela foi usada por um outro cara que só queria seu corpinho bonito. Ele a usou e jogou fora, como algo descartável. E ela não conseguiu mais voltar ao que era antes. E agora o rapaz bacana não tem chance por causa do outro fanfarrão do passado. Alguém, por um acaso, vivencia ou vivenciou algo mais ou menos assim? Ah, agora pude até ouvir alguns "eu"...

Tem aquelas pessoas que se fecham em seu casulo. Param de sair, param de tentar (em vão) forçar uma amizade, forçar uma conversa, conquistar um(a) garoto(a). Mudam de comportamento, resolvem se afastar um pouco desse mundo que anda tão falso e interesseiro. Essas pessoas nem sempre foram assim, mas se cansaram de tantas decepções, afinal, estavam lidando com pessoas e pessoas são uma máquina de magoar uns aos outros. Pessoas são programadas para desprezar outras. É algo mais forte do que elas mesmas. 

Alguns, após se isolarem em um momento de sua vida, se acostumam com isso, se acostumam a ficar em casa lendo, vendo séries e filmes na netflix e quando dão por si, já não querem mais aquela vida de antes (aquela vida falsa, com um milhão de amigos falsos que sumiam quando se precisava de uma ajuda ou um apoio). Agora preferem ter um ou dois amigos verdadeiros, conversar com eles de vez em quando... mas saber que tem com quem contar nos momentos difíceis é a coisa mais gratificante do mundo. 

A vida é assim: ela é cheia de fases. Agora, pessoas que endeusavam outras que não estavam nem aí para elas, preferem viajar e conhecer novos lugares (até sozinho mesmo, por que não?), novas pessoas; preferem fazer alguma coisa boa para os outros, participar de projetos sociais; preferem conhecer uma nova banda, um novo cantor; ler livros de temas diferentes; realizar sua lista pessoal de metas. Cansar também é algo do ser humano, sabia? A vida é como um eletrocardiograma: uma hora está lá em cima, outra hora está lá embaixo. Ela muda, as coisas mudam e o principal, as pessoas mudam.

Escrito por Rodolfo Andrade 
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Dicas do Sapo Príncipe por Rodolfo Andrade



— Alô? Sapo? Eu tava aqui pensando, a gente podia...

[barulho clássico de ligação interrompida]

Não quero nem ouvir o que essa garota tem a me dizer. Na boa? Cansei de bancar o otário, cansei de lutar por quem só me desprezava. Terminei. Aí acontece agora o que nunca aconteceu em meses de namoro – se é que aquilo poderia ser chamado de namoro. Ela me liga. É aquela velha história de dar valor quando perde...

Agora já era, princesa. O Sapo aqui virou o príncipe de outra. E essa sim me dá valor, me trata bem, pergunta como foi o meu dia, me liga, manda whats, me beija, me abraça... Cara, pode até não parecer, mas homem gosta de ser bem tratado também, sabia? Claro, tem sempre aqueles vacilão (sim, no singular por que ninguém fala “os vacilões”) que tratam mal as minas e traem, mas tem aqueles verdadeiros também. Ainda há aqueles fiéis, românticos, à moda antiga. Meninas, abram os olhos e levantem a cabeça para procurar o que há de melhor no interior do homem. Não olhem somente a beleza, se ele é bombadinho ou se está com o penteado e as roupas da moda. Procurem conhecer o cara, por que posso afirmar que muitos valem apena! Digo isso porque creio eu que muitas vezes o preconceito das mulheres para com os homens que estão fora dos padrões é maior do que no sentido inverso. Claro, não vou ser hipócrita: os homens também procuram aquelas mulheres com aqueles corpos esculturais, secam com os olhos (passam aquele scanner) quando uma mulher sexy atravessa o seu caminho, mas se tratando de relacionamento sério, os homens que realmente querem constituir uma família, pelo menos para a maioria deles, a beleza não é o essencial.

Quem aí, assim como eu, fez tudo por uma pessoa e ela não te deu o devido valor, levanta as mãos. \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/


É, eu já imaginava que seriam muitas pessoas [rs]. Brincadeiras à parte, quero me apresentar: me chamam de Sapo porque sou feião, mas sou legal. Tenho um irmão bonitão, mas que é chato e fresco de tão vaidoso que é. É como se Gabriel O Pensador tivesse escrito aquela música Rap do Feio para nós. Sim, parece que estou viajando, mas é a nossa cara. Bom, eu diria quase... Na música os feios sempre se dão bem, comigo não é bem assim. Claro que já tive meus namoricos (nossa, que palavra mais pré-histórica!), mas, infelizmente, sempre fui vítima do preconceito que citei dois parágrafos acima. Em matéria de amizade, ganho de goleada do meu irmão gato; conquisto as pessoas facilmente, pois, como diz um trecho do rap: o feio inteligente nunca fica sem assunto. É, mas chegou aí parou. São poucas as que querem algo a mais comigo. No fundo sei que sentem vergonha de mim, de andar de mãos dadas por aí, de sair para passear no shopping com um cara desprovido de beleza, embora muito inteligente, carinhoso e que saiba tratar uma mulher como ela merece ser tratada. Agora pergunta quantas sabem dessas qualidades? As poucas que se envolveram comigo. As outras não deixam chegar nesse ponto.

Mas fazer o que, né? Já estou acostumado com isso. Nos contos e crônicas da vida, nas postagens no Facebook, no dia-a-dia, tento passar essa ideia de maneira meio que subliminar para os que estão ao meu redor. Não deu muito certo e agora resolvi ser direto. Espero que funcione, espero que eu possa mudar o pensamento de meia dúzia de pessoas e se isso acontecer... já vai ter valido apena todas essas linhas.

Escrito por Rodolfo Andrade 
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Texto do Sapo (que no final vai virar o Príncipe de alguma garota por ai...)

80’s por Rodolfo Andrade



E lá íamos nós outra vez, descendo a serra a caminho de Santos no meu fusquinha amarelo com um adesivo maroto na lateral esquerda. No lugar dos atuais CD players com entradas USB, um toca-fitas. Em vez dos famosos paredões, dois falantes nas portas dianteiras e dois atrás dos bancos traseiros no volume máximo (uma qualidade péssima) tocavam os sucessos daquela época. Dentre eles, a Blitz de Evandro Mesquita com aquelas vozes sexy das outras vocalistas e os Paralamas do Sucesso eram meus favoritos. Não existiam ainda os Mamonas e nem essa modinha de sertanejo e funk de hoje em dia (com todo respeito, é claro, pois até eu escuto de vez em quando). Era a época do bom e velho rock. E que época boa! Que saudades dos meus vinte e poucos anos que, ao contrário do que acontece com algumas pessoas, não me trouxe nenhuma crise existencial, muito pelo contrário, eu sabia muito bem o que eu queria: aproveitar. E não se preocupe, não fiz nada de errado. Há trinta e poucos anos as coisas eram diferentes; os tempos eram outros. Tudo o que a gente queria era “aproveitar a tarde sem pensar na vida/andar despreocupado sem saber a hora de voltar”, como diria Roberto Carlos.

Antes que pensem besteira, nós trabalhávamos, sim, ralávamos, dávamos duro, mas os finais de semana eram sagrados. A gente ia para a praia só com a cara e a coragem, provando que não precisa ser rico para ser feliz. O que precisamos é apenas administrar o que temos e viver a vida com uma boa vibe (a cara dos hippies essa palavra) e pensamento positivo.

Hoje as coisas estão indo por um caminho estranho e está tudo mudado. Um namoro que antes só podia ser na porta de casa, hoje é o único lugar em que ele não pode acontecer por que os jovens hoje se pegam em qualquer lugar mesmo. Nessas idas e vindas da vida vejo reportagens de jovens de 13, 14 anos grávidas, ou que já andam produzidas com maquiagem e roupa curta, falando de coisas que só fomos aprender com a maior idade. Me lembro até hoje de uma vez que dancei com uma garota e ela me deu um beijo no rosto (eu ainda era jovem, tinha meus quinze anos ou menos). Resultado: passei uma semana sem lavar o rosto e toda vez que me dava saudades eu passava a mão no lado em que ela havia beijado e era como se conseguisse sentir o cheiro dela... Hilário! Quando penso como os anos se passaram e tudo mudou. Vulgarizou.

Ah, que saudades daqueles anos 80! Se alguém me pergunta se me arrependo de alguma coisa, a resposta é um sonoro NÃO. Naquela época éramos felizes, éramos livres, não vivíamos com medo como hoje. Eu e minha galera cansamos de virar a noite jogando conversa fora e disputando no truco quem era o mais louco (isso na calçada!). Boião, Amadeu, Chulé, Paraíba e eu, Chicola. Essa era a gangue do fusca amarelo. E como aproveitamos todos aqueles fins de semana! E como guardo cada lembrança de uma forma tão especial na memória!

Hoje o cinquentão aqui é motorista de táxi. Boião (seu apelido era esse porque ele só tomava chifre) se mudou para Santa Catarina e é empresário. Amadeu virou pastor e posso dizer com certeza que é um homem abençoado. Chulé (esse nem preciso dizer o porquê do apelido, não é?), por ironia do destino ou sabe-se lá o quê, montou uma fábrica de calçados especiais anti odor nos pés. E o nosso querido Paraíba voltou para a terrinha dele: Souza, a cidade famosa pelas pegadas gigantes em suas ruas, supostamente de dinossauros. Infelizmente, há tempos não nos vimos. A vida seguiu seu curso e aconteceu o que tinha de acontecer com cada um, mas o que importa é que as lembranças ficaram e, com ela, a certeza que vivemos o que tínhamos para viver sem medo e como diriam os jovens de hoje, sem caô.

Viva a melhor época de nossas vidas! Viva os anos 80!


Escrito por Rodolfo Andrade 
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Os Poemas de Mário Quintana vira música e clipe - ALira

 
Olá Catarina´s (os)! 

O poeta Mário Quintana é conhecido pela simplicidade dos seus versos. Sua forma de escrever é leve e criativa, típico das pessoas bem humoradas, assim como ele era.

Dentre suas obras, "Os Poemas" destaca-se por comparar a arte poética ao voo dos pássaros. 

E esta poesia - uma das mais conhecidas de Quintana - acaba de ganhar uma versão musicada.


                      


A música, divulgada através de um videoclipe da ALira, recebeu autorização da única herdeira do poeta, sua sobrinha Elena Quintana.
Clipe "Os Poemas":
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Beijos Fê :*

Um dia sem internet por Rodolfo Andrade.


Quem me vê aqui sentado na areia de paletó e gravata não faz ideia de quem eu sou ou por que estou aqui, o que é completamente normal, afinal, o que não é normal é um cara vestido inapropriadamente para esse local chegar, sentar, colocar um fone de ouvido daqueles que mais parecem de DJ e simplesmente esquecer do mundo à sua volta (ou pelo menos tentar). O que eu precisava era exatamente parar de pensar um pouco e simplesmente me desligar da vida, sair de órbita, sabe? Por alguns instantes até consegui, por mais incrível que pareça. Em um mundo como o de hoje, em que as pessoas trocam um almoço por um lanche por não terem tempo de tirar meia hora do dia para uma refeição decente porque podem deixar de ganhar dinheiro nesse meio tempo; em um mundo em que não damos valor para as coisas simples, em um mundo que vive conectado a coisa mais difícil é alguém parar alguns minutos para pensar no que se pode fazer para mudar algumas coisas que não estão saindo como o planejado. E aqui vale a velha temática: às vezes é necessário dar um passo para trás para dar dois passos à frente.

Quem quiser que discorde de mim, mas estou mentindo quando falo que a opinião das pessoas hoje em dia só vale se tiver vários likes? Estou mentindo quando digo que as gatinhas com seus corpos esculturais apagam as fotos se ganham menos curtidas do que o habitual? E digo mais: estou mentindo quando compartilho da opinião de outras pessoas e acho que a internet é um mundo de ilusão?

De onde eu tirei essa última afirmação maquiada em forma de pergunta? Na verdade eu sempre tive, mas ela aumentou depois de um vídeo que assisti. Nele, um rapaz narra alguns fatos que nada são mais do que verdades que sabemos, mas que, infelizmente, não queremos enxergar. Ele diz muitas coisas, mas algumas muito marcantes, como por exemplo: pessoas que estão lado a lado em qualquer local público — metrô, ponto de ônibus, trem etc. — não ousam falar umas com as outras por puro medo de acharem que são loucas ou que estão tentando fazer algum mal pelo simples fato de tentarem uma comunicação. Tem muitos outros exemplos, entre eles quero citar mais dois.

O primeiro que quero citar aqui diz que as pessoas hoje em dia não vão aos lugares para se divertir, vão para tirar foto e postar nas redes sociais que estão em um lugar bacana simplesmente com o intuito de ganhar likes e de que quem ver fale ou pense algo como “nossa, olha onde ela está! Que legal! Também quero ir lá”. Está mais do que comprovado que não conseguimos ir aos lugares sem espalhar a todos que lá tivemos. Há casos em que não esperam nem chegar em casa para postar, pelo contrário, usam os dados móveis ou o Wi-Fi local e fazem o famoso check-in. A verdade é que aquele vídeo mexeu muito comigo, me fez refletir. E hoje aqui estou eu, assistindo ao pôr do sol na praia, ouvindo uma música em inglês que diz exatamente isso e não, eu não vou postar nada. Estou aproveitando cada segundo desse momento que tornei único e especial para mim.

Já ligando uma coisa à outra, com certeza notaram que destaquei que não postaria nada desse momento na internet, não divulgaria para os outros esse momento e por quê? Por que estou seguindo a dica mais importante que esse vídeo nos traz: eu estou desconectado. E acreditem, passar um mísero dia desconectado tem dois lados: um é que a gente fica doido e com as mãos formigando para usar a internet. Dá coceira, calafrio, suadouro, falta de ar.

Mas temos que ser forte, pois o outro lado é o que vale apena: você simplesmente aproveita a vida. Você olha para as pessoas ao seu redor, percebe que num dia de sábado ou domingo ou um dia em que não está trabalhando, há muitas coisas a se ver, muitas possibilidades de ser feliz sem precisar que as pessoas vejam sua felicidade. Cá para nós, a felicidade mais importante é a verdadeira, é aquela que encontramos nos momentos mais simples, como quando vemos pássaros voando no céu — pergunte-se a si mesmo quando você olhou para o céu ou por uma janela e viu os pássaros voando ou pelo menos ouviu o canto deles —, ou quando vemos um bebê dando aquela risada gostosa, um pôr do sol, a lua, as estrelas ou mesmo quando as coisas estão difíceis, mas você tem uma pessoa ao seu lado para te ajudar, te apoiar, cuidar de você e te amar. 

Li em uma matéria que 80% das pessoas que viram esse vídeo desligaram os celulares. Eu fui um desses que venceu o vício, essa mania que temos de vivermos pendurados na internet e esquecermos do mundo real em que vivemos. Sabemos que não dá para ficar muito tempo desconectado por questões de trabalho, pessoais, enfim, mas um dia todos temos de folga por semana, por mês, por ano e esse dia, pessoal, eu indico: desliguem seus celulares também. Prestem atenção às coisas simples, pois elas são as mais especiais e no final verá que finalmente e verdadeiramente vocês aproveitaram um dia e, com certeza, se sentirão muito bem.

Escrito por Rodolfo Andrade

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Campanha: COMPRE UM LIVRO, DOE UM LIVRO.


Olá Catarina´s (os)! Hoje quero apresentar este lindo projeto da Belas-Letras e espero que muito amem a ideia. 

O QUE É?


Para cada livro que você compra na loja da Belas-Letras, você automaticamente doa um livro para uma biblioteca que precisa em algum lugar do Brasil. Quem receber a doação vai saber que o livro chegou lá por sua causa



Esta não é uma promoção
É uma política permanente da Belas-Letras, por prazo indeterminado, sem restrições e sem regras, para conectar pessoas que acreditam no poder dos livros.



COMEÇA NO DIA 25/11/2015, QUARTA-FEIRA

ASSISTA AO VÍDEO AGORA!
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               Beijos Fê :*

Procura-se COLABORADORES para o blog As Catarina´s!



Estou em busca de pessoas para resenhar filmes no blog. Os escolhidos irão escrever sobre os FILMES e SERIADOS que desejar. Se você é um cinéfilo e gostaria de contribuir com essa nova coluna, entre em contato. 


Quem tiver interesse enviei um texto de própria autoria para o e-mail: fernandabizerra@gmail.com


PS: A coluna poderá ser semanal ou quinzenal, dependerá de sua disponibilidade.

Estou te aguardando!

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Mudança: Antes Amor Literário, agora As Catarina´s (os)!


Olá Catarina´s (os)!!

Há exatos três anos, dois meses e 21 dias era criado o blog Amor Literário. A cada dia, a partir deste três de Agosto de 2012 uma batalha foi travada e muitas vitórias foram conquistadas, mas muitas mesmo. Vitórias conquistadas para o crescimento de algo que criei sem saber muito que fazer com ele na época, rs. Mas foi ele quem me trouxe vocês! Foi ele quem me trouxe amigos lindos que levarei para toda a vida. Foi ele quem me fez crescer e ser quem sou hoje, com amigos lindos como a Eykler e a Glau que são contribuidoras incessantes por aqui, mesmo que vocês não contemplem de forma clara, mas o dedo delas está no blog todos os dias.

Agora vocês me perguntam, porque a mudança tão radical?

Aconteceu o que eu não imaginei, acabei me cansando da mesmice e então pensei numa reciclagem de conteúdo, mas não queria parar com os livros que me deram muita alegria. Renovar buscando o diferente para atingir mais pessoas essa era a questão. A busca por um nome diferente que me daria a possibilidade de falar esse algo mais que eu tanto buscava, ir além dos livros. Claro que existem coisas que ainda não foram definidas como novas colunas e novos colaboradores só que isso virá com o tempo.

Apenas agradeço a cada um de vocês que contribuíram para o crescimento não apenas do blog, mas por eu ter aprendido muito com todos vocês. Espero que amem a nova fase do já antigo, Amor Literário, que a partir deste momento se torna As Catarina´s. Meninos sintam-se incluídos sempre =D.

1º Layout do AL feito pela Lê Pimenta - Obrigada linda <3!

Também agradeço a cada escritor que passou por aqui como parceiro, afinal o apoio de vocês foi de fundamental importância para que tudo ocorresse da melhor forma possível e deixo claro que vocês sempre terão um espaço reservado por aqui.

Quanto as nossas Editoras parceiras espero que continuemos juntos sempre, sendo que todas tem um espaço, não apenas no blog, mas no coração de cada leitor que faz do blog o seu recanto de leitura.

As Catarina´s foi uma sugestão da Eykler e depois de pensar um pouco acabei aceitando, uma vez que, o nome deixa explícito que há varias personalidades e gostos em uma única pessoa.

Essa nova fase surgiu de um desejo insano por algo novo, por vida nova e tenho certeza que conseguirei juntamente com o apoio de vocês e a várias Catarina´s que existem em nós.

Em suma, tudo transcorrerá como sempre, contudo, com um nome novo e com postagens novas sobre filmes, seriados e muito mais, assim é meu desejo! Se você é um cinéfilo e gostaria de contribuir com essa nova fase, entre em contato.

Estou muito feliz com a mudança e aguardo as opiniões de vocês!


Beijos Catarina´s (os)!

Megan Maxwell na Bienal do Rio.


Oi Gente! 
Olhe quem estará na Bienal do Rio de Janeiro! Queria eu estar lá, porém, não será desta vez. E você vai conhecer a Megan Maxwell? 



Agenda: Sábado, dia 05/09, às 15h, no estande da Editora Planeta na Bienal.
Segunda, dia 07/09, às 10h, encontro com blogueiros no RJ.
Terça, dia 08/09, às 19h, lançamento na Livraria Cultura Paulista.

Assista o Book Trailer (clique aqui

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Beijos Fê :*

Bobók e o Mundo dos Mortos por Ana Faria



Em Bobók (1873), o autor Fiódor Dostoiévski apresenta uma crítica aos críticos de sua obra. Faz uma análise também da sociedade russa em que vivia, através de um conto que consegue ser engraçado mesmo que a maior parte de seus personagens esteja morta. Sim, alguns personagens estão mortos! O texto se desenvolve na forma de narrativa em primeira pessoa de Ivan Ivánitch, que tem o ofício de escritor e tradutor e vai ao enterro de um parente distante para cumprir a convenção social. Começa a observar o cenário e o comportamento das pessoas e demora-se por lá, por isso acaba se deitando em um bloco de pedra. Meio sonolento, ele começa a ouvir uma conversa abafada e quando aguça os ouvidos para compreender melhor o que as pessoas diziam, surpreende-se com o diálogo dos mortos enterrados por ali há menos de um ano.

Alguns já têm clareza de que estão mortos, outros ainda estão despertando, ainda confusos. De toda forma a conversa inicia entre dois homens e aos poucos, outros homens e mulheres vão se agregando, formando uma confraria. O diálogo vai se desenvolvendo até quase atingir seu clímax, que é interrompido pelo espirro de Ivan Ivánitch no “andar de cima”, o que faz com que os defuntos se calem. Estavam dispostos a contarem suas histórias sem mentiras, sem esconder os podres, a fim de rir e aproveitar os últimos meses de consciência. Um deles afirma que vida e mentira são sinônimos. Agora que estão mortos, não precisam mais mentir sobre nada, não precisam se envergonhar de mais nada. Podem se despir completamente de toda roupa e moral. Não há arrependimento.

Quando a conversa é interrompida, o narrador sai desatinado, determinado a voltar para ouvir o restante daquela balbúrdia. E está impressionado. Não consegue compreender como pode haver perversão em um lugar como este. Mesmo após a morte ainda querem viver como antes ou ainda pior. “Isto eu não posso admitir...”, ele diz.


O que impressiona é exatamente isso. Como os mortos estão ainda presos à vida terrena e como a perversão ainda impregna o caráter deles a ponto de não se preocuparem com os erros do passado, com os entes que deixaram órfãos, com o futuro ou o juízo que os aguarda. Organizam-se de modo a aproveitar o pouco de vida e consciência que lhes restam para rir, se divertir e se dar ao prazer. Nada disso é digno de ser eterno e se assim for, o fim será mesmo definitivo.

O autor e teólogo C. S. Lewis explica em seu livro Os Quatro Amores, e em outras de suas obras, que só o que foi tocado e transformado pelo Amor Absoluto tem esperança na eternidade. Se a transformação de mente e coração não se inicia na vida terrena, fica difícil alguma transformação nos atingir após a morte. A promessa de perfeição não nos foi dada nesse momento e sim num futuro apocalíptico. Contudo é possível, como Francis A. Schaeffer defende em sua obra “Verdadeira Espiritualidade”, de momento em momento, ou de glória em glória como disse o apóstolo Paulo, através da conformação de nossas mentes e coração à pessoa e exemplo de Jesus Cristo, nos tornar seres humanos melhores, mais próximos à imagem e semelhança de Deus como fomos criados originalmente para ser. Aí sim teremos algo que valha à pena ser eterno. 








Ana Faria

Facebook - Livro: Um Ano Bom

E Romeu Recebeu a Carta por Ana Faria.


Se Romeu tivesse recebido a carta do Frei... Sempre quis saber como seria o desfecho da história.   Poderia ter sido mais ou menos assim...

Ao ver o mensageiro se aproximar, Romeu sentiu seu coração ser esmagado dentro do peito. O semblante do homem era carregado e não dava pistas evidentes se as notícias eram boas ou más. Uma carta lhe foi entregue, enviada pelo Frei Lourenço. Com o envelope em mãos, Romeu sentia seu coração bater num ritmo acelerado. Uma grande angústia começou a tomar conta de seu ser. 

Nunca fora covarde! Não o seria agora. Respirou fundo, rasgou o envelope, desdobrou o papel e leu com cautela. A cada fração de segundo os olhos de Romeu se arregalavam mais. As notícias eram terríveis! E ao mesmo tempo fantásticas.

- Ai da minha amada! O amor que ela tem por mim a fez escolher a morte, ainda que por um breve momento. Ainda que por efeito de ilusão. Mas mesmo assim meu coração se destrói em mil pedaços ao imaginá-la na companhia da solidão e do nada.  Espera Julieta, meu amor, já vou ao teu encontro. Irei resgatá-la dos braços da nossa maior inimiga. Basta de inimigos para tentarem impedir o nosso amor! Viveremos longe daqui nosso matrimônio de maneira excelente, tu finalmente minha, e eu, teu. Dois não mais. Agora apenas um. 

Porque eu já não sei mais onde começo eu e terminas tu. Já não sei mais quais são os meus sonhos e quais são os teus. Meus desejos todos são para ti. Ah, Julieta, sem ti eu poderia viver, sim! Deus o sabe. A vida é um dom precioso. 

Peço que o Senhor tenha misericórdia para que meu amor por ti não se torne um deus. Não é de idolatria que falo.  Tu, Julieta, não és o ar que eu respiro, não... Mas cada vez que sinto o ar entrar em meus pulmões sabendo que tu existes, oh minha amada esposa, tudo a minha volta passa a ter mais beleza, mais brilho e mais cor. Não é mulher o que quero, Julieta, quero a ti somente, unicamente, exclusivamente, até que se findem os meus dias na Terra.

E assim, apaixonado, preocupado, inspirado, tomado de coragem e de ímpeto, Romeu partiu para Verona. O tempo não era seu aliado naquele momento. Julieta precisava ser resgatada.  Ela havia depositado toda a sua esperança em Romeu. Ele não poderia falhar.


Precisou fazer um caminho alternativo, para se esquivar das autoridades. A notícia de ter sido banido de Verona ainda era assunto das primeiras páginas dos jornais. Se a polícia ou algum Capuleto o visse pelas redondezas, não deixariam barato. Levou consigo todo o dinheiro que possuía no momento, o amor que sentia por Julieta e sua arma embainhada. À medida que se aproximava do mausoléu, o gosto amargo em sua boca se tornava mais intenso. 

Não sabia se era das longas horas de jejum ou por causa dos nervos que estavam à flor da pele. Romeu não tinha sede de sangue. A vingança pela morte de Mercúcio já estava consumada. Era paz o que Romeu buscava, a paz que encontraria nos braços de Julieta. Mas não contava que Páris estaria lamentando a donzela justamente naquele instante.

- Que ousadia a sua aparecer aqui, assassino!

- Inocente não sou, mentiroso também não. Vim em paz e não em ira. Peço que se retire do meu caminho e esqueças que um dia colocou seus olhos sobre mim.

- És louco se pensas que vou deixar-te ir livre. Romeu, és inimigo dos Capuleto e agora meu inimigo também. Vingarei a morte de Teobaldo e também da minha não mais futura esposa. É tua a culpa deste mal e porque voltaste de Mantra tão arrogante, vais pagar com tua vida. Pegue tua arma e lute!

Páris avançou em direção a Romeu, que não teve outra escolha a não ser se defender. O jovem Páris não tinha experiência de luta. Romeu tampouco. Mas as motivações dos oponentes eram distintas. E a paixão sobrepôs-se ao ódio. Páris caiu estirado ao chão e logo estava deitava sob uma poça de sangue.

Romeu entrou depressa no mausoléu. Não demorou a ver Julieta recém-velada, cercada de flores, vestida impecavelmente, pálida, imóvel, deitada em um leito assustadoramente confortável. O jovem se aproximou, tremendo, com os olhos banhados em lágrimas. Não sabia o que dizer, não sabia o que pensar. Para todos os efeitos Julieta estava morta. E era exatamente assim que ela parecia estar.


- Meu amor, minha querida, meu anjo. Que foi que fizeram contigo? Abre os olhos, meu amor, move teus lábios, levanta tuas mãos e toca o meu rosto. Estou aqui, sou eu. Olha pra mim. Julieta!

Ela permaneceu imóvel. Romeu foi tomado por uma dor lancinante. Tocou o rosto da amada. Estava gelada. Aproximou seus dedos de suas narinas. Ela não respirava. Deitou sua cabeça sobre seu peito. O coração dela não batia. Era verdade! Julieta estava definitivamente morta! Tudo estava acabado!

Ele deitou-se ao lado dela, abraçando-a, estreitando seu corpo ao dela, o rosto banhado em lágrimas. Beijou-lhe a face, beijou-lhe os olhos cerrados, empunhou sua arma e disse:

- E com um beijo, eu morro. – beijando os lábios de Julieta.

Se os dois já não eram dois e sim um apenas, Julieta já não era mais e, portanto, Romeu também não tinha razão de ser. “Vou para onde você for”, pensou o jovem apaixonado, decidido a tirar a própria vida. Foi então que sentiu os lábios de Julieta aquecerem-se. Um pouco de movimento, os dedos finos dela deslizando sobre seu braço.  Já não era mais um beijo selado, e sim um beijo intenso, enamorado, carregado de saudade e desejo. Ambos abriram os olhos e encararam-se, sorriram um para o outro, proferiram palavras de carinho, beijaram mais, abraçaram-se. Romeu se levantou e tomou Julieta em seus braços. Levou-a embora para fazê-la feliz longe de toda aquela gente.

Em toda parte comentava-se sobre aquela história de amor. Ninguém sabia ao certo pra onde tinham ido e o que viveram desde então. O que se sabe é que nunca houve mais bela história de amor do que a de Julieta e Romeu.






Ana Faria

Facebook - Livro: Um Ano Bom

Resenha: Filme - A Troca por Angelina Jolie.



Olá leitores!

Sei que nunca resenhei filmes para vocês, entretanto esse aqui, sinto-me na obrigação de resenhá-lo. A Troca, estrelado por Angelina Jolie, é uma história verídica de uma mãe que busca avidamente encontrar seu filho. Walter desapareceu, enquanto Christine estava no trabalho.

Cinco meses depois do seu desaparecimento, a polícia entrega a mãe de Walter um garoto, que segundo eles é seu filho, mas ela não o reconhece e o capitão de polícia a induz a aceitar essa criança, dizendo-lhe que ele não tem mais ninguém no mundo e também porque a imprensa está presente.

Atordoada, ela tenta fazê-lo entender que o garoto não é seu filho, mas o chefe de polícia afirma que dentro dos cinco meses de desaparecimento o garoto mudou muito, e ela não pode rejeitar o próprio filho, pois está muito emocionada para reconhecê-lo. No íntimo, Christine Collins sabe que aquele garoto não é Walter e começa a pressionar a polícia a continuar suas buscas.


Como as autoridades simplesmente quer que Christine, engula a história de que está errada, que não reconhece o próprio filho, pois após cinco meses vivendo livre de uma criança, podendo sair e viver como quis sem responsabilidades, não quer mais assumir o filho. Ela se cansa de sempre ouvir os mesmos discursos e busca na imprensa o apoio necessário, mas após a exposição dos fatos ela é julgada e condenada pelo chefe de polícia como louca e internada em um hospício.

Em suma, todas as mulheres que já se opuseram a autoridade policial acabaram no mesmo lugar. Fico pensando nos seres humanos fazemos de tudo por um salário de fome. Ver outras mulheres que mesmo sabendo que as “pacientes” não eram doentes, as humilhavam e maltratavam a seu bel-prazer. É repugnante ver cenas tão cruéis. O filme desperta emoções que nem imaginei que despertaria. E, no final, fiquei chocada com o desfecho da trama, mas é neste ponto que você, leitor, deveria ir assistí-lo.

Recentemente li o livro Neve na Primavera da autora Sarah Jio, e a trama lembrou muito a história do livro, por essa razão também recomendo que o leiam!

Trailer

                          

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Beijos Fê :*